"Tentando sair da caverna. Ter iniciativa pra inventar alguma coisa... Tentando abandonar a cama e meu quarto, respirar lá fora... Eu preferia a época em que ficar aqui na "minha caverna" era confortante, agora tenho a impressão de incomodo... Estou com minha mente inquieta, detesto o calor, mas acho que amanhã, preciso sair. Mas eu ainda me sinto instável... Não quero me interagir, nos últimos dias tenho o humor de um velho ranzinza... Talvez um passeio sozinha me faça bem."
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
UM DIA DE CADA VEZ
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
UM DIA - De Caio Fernando Abreu
sábado, 9 de janeiro de 2010
DEPOIMENTO DE UM BIPOLAR

O transtorno Bipolar do Humor é caracterizado por variações acentuadas do humor, com crises repetidas de depressão e mania, no tipo 1. Já no tipo 2, as crises variam-se entre depressão e hipomania, que são crises mais moderadas.
As crises podem ser graves, moderadas ou leves. Eu sou tipo 2, então minhas crises são moderadas e leves, vocês não fazem idéia do que são crises graves...
As crises são freqüentes e bastante variáveis. As viragens do humor, num sentido ou noutro têm importante repercussão nas sensações, nas emoções, nas idéias e no comportamento da pessoa, com uma perda importante da autonomia da personalidade. O TBH tem um diferencial que é a inteligência e a criatividade acentuada, alem de emotivos, otimistas e muito alegres.
Descobri que sou bipolar assim que conclui o 2º grau. E com medicação tudo fica muito bem! O maior problema é o preconceito que o próprio paciente sente em relação a sua doença, e todo o resto kkk.
É complicado ouvir dos familiares que você está possuído por seres malignos, é mimado, preguiçoso ou qualquer coisa do tipo. Mas como eu disse, há tratamento. Podemos levar uma vida tranqüila e bem divertida já que nosso humor é bem acentuado e nossa depressão é como um mar na calmaria.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
BOM DIA
Dias vazios
Dias orgulhosos
Dias tristes
Dias inúteis
Há dias em que o nariz empina-se
Há dias em que entramos em déficit
Há dias em que Não reparamos
Não notamos
Não nos felicitamos
Não apreciamos
Não nos alegramos
E por estes dias...
Há dias em que choramos!
E esses dias caminham para a solidão...
domingo, 3 de janeiro de 2010
FRAGMENTOS
Não ouso falar ao destino
Não consigo em seu coração mandar
A raiva quer me tirar à paz
A minha amiga traiçoeira
Quer me fazer ao precipício voar
A hélice viva não me viu
Ela ousou passou aqui e tudo mudou
A raiva é crescente
Mas não tem nada a acrescentar
Maldito amor
Que não ama e só raiva sente
Ninguém conhece o recanto do poeta...
O que não tem certeza, nunca terá!
sábado, 2 de janeiro de 2010
O QUE VOCÊ É
Eu sou o que escrevo... É isso o que sou! E isso basta como informação para qualquer pessoa que me pergunte. Afinal, minha vida é assim. Eu amo escrever, eu amo rimar, e amo tocar as pessoas com o que escrevo, as vezes nem tanto, as vezes eu escrevo algumas bostas publicáveis, mas é o que sou, o que gosto!
É claro que por de trás desse blog, há uma mulher que estuda, dona de casa, esposa, amiga. Mas para mim essas são as tarefas de manutenção do que realmente sou... Algumas mulheres, eu digo mulheres que não se importam com essa idiotice chamada status, algumas dessas, são vozes, olhos, boca e composição... Eu sou rima!
E você heim, já parou pra pensar de uma forma diferente (sem rótulos) sobre si mesmo?
Pense e me deixe um comentário, deixe-me saber o que você é.
MAYSA - Manoel Bandeira
“Maísa não é isso
Maísa não é aquilo
Como é então que Maísa me comove me sacode me buleversa me hipnotiza?
Muito simplesmente
Maísa não é isso mas Maísa tem aquilo
Maísa não é aquilo mas Maísa tem isto
Os olhos de Maísa são dois não sei quê dois não sei como diga dois Oceanos Não-Pacíficos
A boca de Maísa é isto isso e aquilo
Quem fala mais em Maísa a boca ou os olhos?
Os olhos e a boca de Maísa se entendem os olhos dizem uma coisa e a boca de Maísa se condói se contrai se contorce como a ostra viva em que se pingou uma gota de limão
A boca de Maísa escanteia e os olhos de Maísa ficam sérios
meu Deus como os olhos de Maísa podem ser sérios e como a boca de Maísa pode ser amarga!Boca da noite (mas de repente alvorece num sorriso infantil inefável)”
Cacei imagens delirantes
Maísa podia não gostar
Cassei o poema.
Maísa reapareceu depois de longa ausência
Maísa emagreceu
Está melhor assim?
Nem melhor nem pior
Maísa não é um corpo
Maísa são dois olhos e uma boca
Essa é a Maísa da televisão
A Maísa que canta
A outra eu não conheço não
Não conheço de todo
Mas mando um beijo para ela.
Manuel Bandeira in “Estrela da Vida Inteira”, 3ª edição, Livraria José Olympio Editora, 1973.
